
Rituais Fúnebres: Desafios Associados A Mortes Traumáticas
Por Dr. Mauro Paulino e Dra. Sofia Gabriel
Psicólogo Forense e Psicóloga Clínica
“O funeral é o momento em que existe um confronto direto e próximo com a veracidade e irreversibilidade da morte. A literatura da especialidade aponta que este momento facilita a aceitação da perda e a sua consequente integração da morte na narrativa de vida e identidade da pessoa em luto.
Enquanto ponto de partida para a recuperação, o funeral providencia uma oportunidade para as famílias em luto receberem apoio emocional e, paralelamente, facilita o contacto com a dor e a sua consequente expressão emocional.
Estritamente associado aos rituais fúnebres, encontra-se o contacto com o corpo da pessoa perdida. Não raras vezes, em situações em que a DEATHCLEAN atua, como suicídios, homicídios ou acidentes, o corpo da vítima encontra-se irreconhecível e, por sua vez, alguns familiares nunca chegam a ter contacto com o corpo.
Por sua vez, a impossibilidade de ver a pessoa ou existir um momento prévio de despedida e contacto, ainda que distante, com o corpo, facilita a sensação de descrença acerca da morte. Existe, portanto, o referido risco de ser originado um processo de luto semelhante ao que acontece com outras mortes em que o corpo não é encontrado – e nas quais predominam questões como “Eu não vi, será que a morte aconteceu?” ou “Seria mesmo o meu filho?”.”
Para ler o artigo completo, consulte a revista BioHazMag 2023





