
O Luto, A Cremação E As Famílias: O Que Nos Diz A Ciência Psicológica
Por Dr. Mauro Paulino e Dra. Sofia Gabriel
Psicólogo Forense e Psicóloga Clínica
“Segundo a Associação Nacional de Empresas Lutuosas, ao longo dos últimos anos, temos vindo a assistir a um aumento exponencial do número de cremações em Portugal, o qual parece transcender o período de pandemia de covid-19, durante o qual foi aconselhado às famílias em luto para recorrerem à cremação das vítimas mortais desta doença infeciosa, por motivos de saúde pública.
Na atualidade, continuam a verificar-se dois fatores que permitem justificar o crescimento desta prática e o reconhecimento da cremação como o futuro dos rituais fúnebres, nomeadamente a lotação crescente dos cemitérios e a perceção dos benefícios ambientais e dos gastos financeiros tendencialmente mais reduzidos associados à cremação.
A tomada de decisão da cremação não invalida, de todo, dois elementos que contribuem para um processo de luto saudável, designadamente o contacto com o corpo da pessoa perdida (quando é possível, sabemos que existem cenários de morte em que a DeathClean atua em que tende a ser mais benéfico o não contacto com o que resta do corpo) e a existência de cerimónias (totalmente relevantes para a aceitação e integração da perda na identidade da pessoa em luto).”
Para ler o artigo completo, consulte a revista BioHazMag 2025





