Ambiente e controlo em acidentes com substâncias perigosas no Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa
Por Subschefe de 1ª Classe José Miguel Ferreira
Sapadores Bombeiros de Lisboa
“Esta é uma história que começou nas primeiras horas de uma madrugada de incertezas. A 5 de abril de 1999, mais de duas décadas passadas, surgiu uma ocorrência onde foram dadas indicações da existência de uma fuga de cloro. Um desafio para o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSBL) que, apesar de não ser desconhecido, teria naquela ocasião de ser combatido com outras “armas”. Dois subchefes-principais e cinco bombeiros sapadores avançaram para o edifício da Lota da Doca de Pedrouços, na zona ocidental de Lisboa. A envolvência escura e fria da noite ajudava a acentuar a dúvida sobre os contornos do serviço. Praticamente só com a ajuda da luz do luar, a equipa de reconhecimento e intervenção conseguiu avaliar corretamente a situação. Havia uma fuga maciça de cloro na tubulação de um dos cinco cilindros instalados na casa de refrigeração, localizada num anexo lateral ao edifício da Lota.
Impunha-se agir! Consumado o reconhecimento do local, a primeira equipa anulou a fuga através do fecho da válvula do cilindro. Estava assim dado o mote para que se consumasse o batismo da Unidade de Controlo Ambiental (UCA) e da viatura hoje denominada por Veículo de Proteção Multirriscos Ambiental (VPMA).”
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